segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O poder do Opala.

Mais uma vez, aconteceu. 
Olhe só: Fui ver um tal de Tunning, só se falava disso na cidade e eu, curiosa que sou, não poderia deixar de conferir.
Caminhando entre os carros e a multidão, avisto de longe um Opala. É, broto! E preto! Lindo, não?
Me aproximei e mal deu tempo de perceber os detalhes, você já estava lá, fazendo estragos na minha cabeça.
Em um segundo começo a pensar que você poderia estar ali comigo, que a gente poderia estar olhando aquele carro e fazendo planos, e pensando em como seria ter uma daquele, viajar, desfilar pela cidade ou até mesmo só pra ter na garagem. A gente ia rir, continuar andando e fazendo as besteiras de sempre.
Eu daria aquelas beliscadinhas nas suas costelas por você falar das "Marias-Gasolina" e você me puxaria pra mais perto quando visse alguém olhando diferente pra mim.
E estaríamos felizes, naquela tarde de domingo ensolarado, planejando o restante do dia e xingando porque logo já seria segunda-feira.
Então o segundo passa, olho pro lado e você não está.
Me volto triste para o carro e percebo que ele não era tão brilhante e conservado como eu tinha pensado.
Era só um Comodoro, de cor preto fosco.

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